Catalepsia

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O personagem Aurélien Kleber, o intrépido gendarme que foi à caça da cena desaparecida da Tapeçaria do Apocalipse, foi acometido pela primeira vez de catalepsia num estressante treinamento na Academia Militar de Saint Clair na França. Depois, teve um segundo transtorno neurológico num dramático episódio no Brasil.

Pode ser muito perturbador este estado de morte aparente, pois o indivíduo conserva o uso perfeito das faculdades, da inteligência e da percepção, mas fica impossibilitado de responder ao que lhe é perguntado. O cérebro mantém latente atividade, em que o coração não bate, o indivíduo não respira, não se move. Há total insensibilidade à dor e o corpo assume o rigor-mortis cadavérico nos termos legistas.

Apenas um eletroencefalograma será capaz de detectar vida neste corpo que aparente jaz, aguardando a encomendação do corpo e o epitáfio.

É uma situação verdadeiramnte de pânico. Existem muitos casos relatados de catapléticos que foram submetidos a um grande sofrimento ao serem enterrados ainda com vida e acordaram em um caixão. Há casos de corpos exumados onde as tampas dos caixões foram arranhadas, os corpos revirados, entre outros sinais de que ainda havia vida nos corpos sepultados.

Há casos patéticos de pessoas veladas que “surtam” na hora do sepultamento como neste espirituoso depoimento: “Pesadelo é fichinha. Dá um medo do caramba este estado em que a pessoa fica parecendo estar morta, enquanto é velada. Ainda bem que ressuscitei — pois do jeito que tenho sorte na vida, se eu tivesse dormido mais, eu acabaria cremado.”

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