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RESENHA DO THIAGO AUGUSTO RAPSYS
Blog: www.ecolivros.com.br

Olá leitores do Eco Livros!

Estou aqui com uma resenha de livro nacional, A besta dos mil anos, do autor parceiro Ilmar Penna! Publicado pela editora Novo Século.O livro, posso dizer, é daqueles que chamo de "brio-literário", ou seja, não tem criaturas míticas, mundos paralelos, pessoas com poderes. No livro, tudo é na base da crença - principalmente a Católica.

A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolve religiosidade, mistérios, vinganças, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil anos.

Todo o enredo envolve a Tapeçaria do Apocalipse - um tapete medieval gigante, onde é retratado todas as fases do Apocalipse bíblico. Esta Tapeçaria fica em Angers, precisamente no castelo Château d'Angers, França.

Porém a Tapeçaria do Apocalipse não está totalmente completa, e uma das peças faltantes é o "quadro" cujo desenho é a besta sendo enjaulada por mil anos. Segundo o padre Antoine Duvert (amigo do curador do Castelo de Angers), esse quadro desaparecido significa que o dragão de sete cabeças está solto e é o grande responsável pela atual desordem no mundo.
Um dos exemplos de desordem, é o Leonardo Marcondes, um brasileiro de uma vida nada honesta. Ele trabalha para o tráfico, como contador, e com isso ganha muito dinheiro - tanto com o seu trabalho como contador, quanto desviando certas quantias do total do tráfico. A sua vida pessoal também não foge deste "mal-padrão". Ele trai a mulher com Ana, uma astróloga bonitona (a qual revela um futuro - também - não desejado).
O renomado curador do Castelo de Angers descobre que no Brasil está a tal cena perdida. Foi enviado então Aurélien, com o objetivo de verificar se a peça é verdadeira e assegurar que ela volte para Angers. Porém, na ONG onde a cena se encontrava, localizada no Morro da Rocinha - RJ, foi invadida e incendiada.

No meio entre o sumiço da peça da Tapeçaria do Apocalipse e o incêndio da ONG, Aurélien conhece uma repórter - Júlia -, a qual se dedica totalmente para a solução o caso. Onde será que essa peça foi parar?

Foi um dos "brios-literários" mais emocionantes, crentes e lógicos que eu li. Com um desfecho que nunca imaginaria! Recomendo como uma ótima opção para sair um pouco do mundo fantástico tão explorado na literatura atual. O autor até recebeu duas homenagens do prefeito da cidade de Angers: “Embaixador de Angers” e “membro benévolo da Rede de Angevinos no Exterior”.

Você pode comprar um exemplar do livro A besta dos mil anos na Livraria Galileu (R$32,00) ou compre o livro autografado direto com o autor (R$30,00)!

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RESENHA DE CARLA FERNANDA
Blog: Sonho de Reflexão

Postagem do 1º Capítulo do livro – 19/07/2011

O primeiro blog brasileiro que postou o capítulo na integra.
Publicação da Resenha do livro - 25/03/2011

Finalmente, chegou o dia de falar sobre "A Besta dos Mil Anos", através desta singela resenha, já que o tempo deu uma folguinha. (risos).

Li-o em um momento que queria diversificar um pouco dos temas que ando lendo atualmente e tive uma grata surpresa, porque apreciei cada momento da leitura. Na França, o renomado historiador e curador Ferdinand Rochemont de Sailly, auxiliado pelo padre Antoine Duvert, palestram sobre uma tapeçaria inspirada no Apocalipse, o último livro do Evangelho, que está exposta no Castelo de Angers, uma fortaleza militar construída por Blanche de Castille, uma guerreira, que atualmente abriga a Tapeçaria do Apocalipse e o Museu de Armas Medievais, que reúne uma coleção completa de bestas de guerra francesa. Depois que a tapeçaria sofreu um sacrilégio, ela foi retalhada e posta à venda, porque durante a Revolução Francesa, os objetos sacros foram destruídos. No caso da tapeçaria, as peças foram milagorsamente reagrupadas e conservadas, já que estava num estado deplorável e conservá-la tornou-se um estorvo. Com a restauração, foram recuperadas seis peças que contém quatorze quadros cada uma e diversas cenas. Eles têm uma grande fé de recuperar um quadro perdido, que traz esperanças de um mundo sem miséria e violência.
(...). Reconhecia como legítima e saudável a ambição do curador do castelo em recuperar pelo menos um dos sete quadros perdidos da sequência da Revelação Divina; em especial, a recuperação a qualquer preço da cena desconhecida do Diabo enjaulado por mil anos. Na verdade, temia que esse quadro desaparecido significasse que o dragão de sete cabeças estivesse solto e fosse o grande responsável pela atual desordem no mundo. Onde estivesse, estaria semeando a discórdia, incentivando a aids, a pedofilia, o aborto e a clonagem humana, instigando a violência, a ganância e a corrupção. Tudo indicava que os homens teriam perdido a batalha do bem contra o mal. (...). Pág. 14E, durante a investigação do sumiço da cena 75, que faz parte da sétima peça que falta para completar o quadro, que traz a Besta aprisionada por mil anos, uma busca faz com que a vida de diversos personagens entrelacem-se entre si, entre eles: Casado com Ana, tem um filho que torna-se seu aliado, Leonardo Marcondes, cujos pensamentos sempre foram turvados por datas, mortes, cifras que contabilizavam angústias e temores, acabou sendo enfeitiçado pela misteriosa astróloga Lisa. Ele terá que romper barreiras para conseguir o que deseja, porque teve um grande baque na vida ao perder um ente querido e rebelou-se contra o mundo. Há uma grande reviravolta no seu destino. Voltado para as raízes familiares, ambicioso e calculista, usará de todos os subterfúgios para atingir seus objetivos. Ao fazer um estudo do mapa astral de Leo, que fervilha morte e cobiça, Lisa viu que ele era um homem que traria grandes mudanças em sua vida, porque ele tinha uma vida dupla e sombria.

- Muitas coisas boas e promissoras estão para acontecer. Posso estar errada, (...), você tem tudo para se tornar um grande chefe. (...). Vai pagar um preço que só você sabe dizer se é alto ou justo. (...). Pág. 20 - É como se fosse uma sombra, alguém com quem vai fazer um pacto. Terá muito dinheiro, muito mais do que imagina. (...). Esta sombra está associada a uma conjuntura de muitas surpresas. Ela o obrigará a viver daqui por diante no fio da navalha. (...). Pág. 22Aparentemente, era um contador, sendo que sempre viveu confortavelmente, porque pertencia à classe média alta, já que era mimado e frequentava bons colégios. Largou o escritório de advocacia imposto pelo pai e dedicou-se como contador, onde passou a trabalhar para a escória da sociedade e passou a viver no fio da navalha. Ninguém nunca desconfiou de suas falcatruas, pois seus segredos eram muito bem guardados, inclusive sua esposa, que era de uma família tradicional e política. Ana era uma esposa devotada e compassiva por um homem, cujo sofrimento a vida impôs tornando-o revoltado, já que antigamente ele era previsível e confiável. Nunca desconfiou das amizades malfazejas e nem das "forças ocultas" (esse foi um dos momentos que me deixaram apreensiva e aterrorizada, porque tenho muito medo) que enfeitiçaram seu marido fazendo com que ele ficasse ainda mais ganancioso e vingativo, porque sempre confiou nele. Com o tempo reconhece essa mudança repentina, porque deixara de ser o marido de sempre ficando tenso e cheio de segredos e manias, ficando cada vez mais evasivo tornando a relação conflituosa.

(...). E Ana tinha ainda de enfrentar, solitária, os prolongados silêncios das palavras não ditas de um marido interligado a algum outro ponto do planeta, sem tomar conhecimento do fio terra conectado à sua casa, que vivia invadida por vozes estranhas. Pág. 33

Depois de muitas mágoas reprimidas, decidiu tomar uma decisão. Que decisão foi essa? Será que ela desvendou a verdade sobre o marido? Garanto a vocês que fiquei chocada com o ocorrido. Foi surpreendente!
(...), mas a sua mensagem. A cena mostraria a insistência e a sobrevivência da fé. (...), se a cena da tapeçaria anda pelo mundo, com o diabo à solta, explica-se tanta criminalidade, violência, luxúria, perversão e pornografia, e o pior é que não deve deixar de ter seus adoradores por toda a Terra... Pág. 40

Outro personagem em destaque no livro é o sobrinho do padre Antoine Duvert, Aurélien, policial, arqueiro, bibliotecário e pesquisador. Foi obrigado a seguir os passos do pai, que era militar, o que acabou sendo um fardo por não ter residência fixa. Incentivado e motivado pelo avô, começou a pesquisar livros raros que, até então, sempre viveu angustiado em busca da sua verdadeira vocação.
Aurélien ganhava, aos poucos, em seu íntimo, uma crescente consciência de que a vida é uma viagem cheia de mistérios e surpresas, ligados à grande aventura de estar no mundo, (...). Pág. 63

O quadro do diabo aprisionado foi visto no Brasil e, com isso, Aurélien é designado pelo governo francês em sua busca, compra e restauração, que está sendo financiada pelo Ministério da Cultura, mas para isso tem que provar se o quadro é autêntico. A adorável Júlia, filha de um botânico belga, sempre foi fã de fotos e livros de aventura, cresceu em meio à natureza e aos livros. Herdou do pai a curiosidade por mistérios que aguçou-se ainda mais com as aventuras de Tintin. (Assim como Júlia, sou aficcionada por livros e esse desenho era minha grande paixão na infância e adolescência. Adorava assistir às aventuras de Tintin, com seu cãozinho fiel Milu e o Capitão Haddock. Saudades daqueles tempos!). O grande sonho de Júlia era ser jornalista no Rio de Janeiro e de encontrar um grande amor. Tinha uma capacidade inata de lidar com serviços administrativos e comerciais da pousada, mas era uma péssima cozinheira. Seus pais tinham uma linda história de amor. Foi um dos momentos mais emocionantes do livro.
- Só espero que encontre alguém que te faça rainha. - Neste fim de mundo, mãe? Nem por milagre! - Não é o lugar que importa. É o traço do destino que está escrito nas mãos e nas estrelas. Você vai acabar achando, onde ele estiver, minha filha. Tenha fé nisso! Pág. 52 (...). Mas, aqui, não tenho futuro, mãe. Quero fazer faculdade. Trabalhar num jornal. Ter minha vida de mulher. (...). Não aguento mais ouvir as histórias dos outros. Quero escrever a minha história. Pág. 53 Não foi fácil para Júlia partir de Mauá. Deixar para trás a infância de bonecas de pano, de bichos e matos, a adolescência de muitos livros, recordações de fases risonhas, felizes, saltitantes no jardim florido da pousada. Deixar de contar com a companhia do pai que a incentivou a conhecer o mundo. (...). Pág. 55Complexada, Júlia dedica-se de corpo e alma ao trabalho, até que um dia seu chefe pede que faça uma reportagem sobre o grau de violência na Rocinha e as relações dos moradores com os traficantes. Depois de um incêndio criminoso numa ONG, as vidas de Leonardo, Júlia e Aurélien nunca mais serão as mesmas e, só posso adiantar, que a tapeçaria está ligada a todos esses eventos, cuja reviravolta na história é surpreendente! Quem sairá vitorioso na busca do quadro perdido? Leonardo, Aurélien ou Júlia? Isso você só saberá lendo o livro, é claro, e garanto que fiquei boquiaberta com o final surpreendente! (risos). O livro mostra todas as fases do Brasil, quando este faliu com o Plano Cruzado, fala sobre a violência e o crime organizado, a favela da Rocinha.
(...), um dos principais motivos para o crime organizado ter nascido, se expandido e atingido o atual estado de violência, seria (...): o crescimento incontrolável das cidades. Pág. 76 - Um mundo de calamidades em que a servidão se intensificou, os fracos foram oprimidos, os pobres foram renegados, as crianças foram manipuladas e os velhos abandonados. Tudo está representado nas cenas das florestas desaparecendo, dos cursos d'água se putrefazendo, das doenças se proliferando, dos valores da existência jogados por terra e dos jovens se desesperando e se suicidando. Dá para se imaginar nações destruídas por bandidos com armas demoníacas. Pág. 104 (...). O dinheiro encarado como fonte de desgraça do homem - interveio o curador - (...). É a violenta necessidade de poder e de supremacia dos homens que pensam que quem possui dinheiro tem tudo na vida. Pág. 105 (...). Nesses anos todos de guerras fratricidas nos morros, em que as pessoas sobreviviam no meio daquela situação de mortes, prisões, balas perdidas, a Besta da Terra com suas sete cabeças andava solta. O poder do dinheiro continuava movendo a imensa máquina dos negócios ilícitos. Pág. 121Esse livro maravilhoso, surpreendeu-me muito! A história - apesar de ter como pano de fundo um tema polêmico, que é a realidade brasileira nua e crua nas grandes metrópoles -, é um thriller policial dramático, eletrizante e envolvente desde o início. Tem todos os ingredientes que adoramos em livros de mistério e muito mais: amor, romance, paixão, ódio, vingança, religiosidade, fatos e artefatos históricos, muita ação e adrenalina, além do suspense em si envolvendo ecologia, astrologia, maldições, dinheiro, violência, ganância e corrupção. Alguns momentos chegaram a ser comoventes e, ao mesmo tempo, tensos, através dos grandes males que atualmente afligem a humanidade. Uma história, cujo enredo se passa na França e no Brasil, repleta de reviravoltas e ressalto que impressionei-me com algumas cenas violentas, porque sou muito impressionável, já que não gosto dessas coisas que vemos diariamente, mas temos que encarar a realidade dos dias de hoje. Só para concluir, quero agradecer muitíssimo ao autor, porque através de "A Besta dos Mil Anos" trouxe-me momentos maravilhosos! Obrigada por ter concedido-me a honra de conhecer essa obra imperdível, preferencialmente nacional, que proporcionou-me uma leitura profundamente envolvente, instigante e emocionante!

Por isso, este livro nacional está mais do que recomendado! Postado por Carla Fernanda em 25 de março de 2011.

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RESENHA DE DANILO BARBOSA
Blog: Literatura de Cabeça

Todo ser humano pode ser corrompido.

Qual é a interferência de um símbolo na vida das pessoas? O que uma simples figura é capaz de exercer na bondade ou na maldade das pessoas?

Todos nós já vimos alguém (ou nos vimos) diante de santos ou símbolos de religiosidade à espera de um milagre. Na minha humilde opinião diante dos fatos, acho que não é o simbologismo que facilita as ações, mas sim a nossa fé diante dos fatos...

E se esta fé fosse voltada para o mal?

Ilmar Penna Marinho Jr. tece com perfeição uma parábola sobre estes valores em sua obra A Besta de Mil Anos (Novo Século, 312 páginas).

Tudo começa na França. No Castelo de Angers, está exposta uma das mais belas e religiosas obras da humanidade - a Tapeçaria do Apocalipse - uma bela peça que retrata em fios bordados todo o final bíblico apocalíptico da humanidade. Com o tempo, esta peça foi destruída e picada em vários pedaços pelo homem. Alguns desses pedaços se perderam pelo tempo. A peça que mais se sente falta é o pedaço chamado de 75, que retrata o Diabo, representado na figura de um dragão de sete cabeças, enjaulado, confirmando assim a vitória do bem contra o mal.

Mas como é dito em um trecho do livro que "enquanto o quadro 75 não voltar ao seu lugar, é como se o diabo andasse pelo mundo, sem ser subjugado", os corações dos personagens destes livros são permeados pela sombra da maldade.

A famosa peça do Demônio da tapeçaria não foi destruída, nem está perdida, como anteriormente se achava. Ela foi adquirida por Leonardo, um contador marcado pelo suicídio do pai, que vê no submundo do tráfico uma forma de se vingar do mundo.

O governo francês se envolve e enviam Aurélien para resgatar a tão famosa tapeçaria. Ao lado da jornalista carioca Lisa sua fé e amor serão postos à prova, para confirmar se todo o valor maligno que se dá a famosa tapeçaria é real.

A história do livro é boa e te surpreende desde a capa. Vendo as altas ameias do Castelo de Anger, você pensa em se deparar em uma aventura épica e cheia de aventuras. Engana-se...

O livro é feito de personagens reais e cheios de nuances. O cenário original são as favelas cariocas e o submundo do PCC, acompanhando Leonardo por esta jornada sombrio, sendo contador do tráfico e responsável pela lavagem de dinheiro no morro.

O mais interessante é ver a trajetória da famosa tapeçaria. O que você começa vendo apenas como um objeto histórico, vai adquirindo um valor cada vez mais sombrio no decorrer da trama, graças ao ódio de Leonardo pelo mundo que o cerca, corrompido pelo pior dos vícios: o dinheiro. O personagem vai se transformando a olhos vistos e, para mim, é o melhor da trama. O texto é bem construído e nos detalha a violência e o mundo do misticismo brasileiro, às vezes de forma fria e crua.

Uma história muito boa e o melhor de tudo, dá espaço para você ter suas próprias interpretações ou tirar suas próprias conclusões. Afinal, bem ou mal, cabe ao leitor julgar.

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RESENHA DE MATHEUS ATHAYDE
Blog: Into wonderland - 27/04/2012

A Besta dos Mil Anos
Ilmar Penna Marinho Junior
Editora: Novo Século
Gênero: Suspense, Drama, Ação
Paginas: 311

 O leitor encontrará um clima eletrizante de suspense e ação na recuperação da famosa cena, desaparecida desde o século XIII. A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolve religiosidade, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil Anos.

Os personagens convivem com a maldição templária, o dinheiro fácil, a violência nas ruas, a escalada do sexo, a proliferação das drogas e a ganância corruptora. Conclamando seus adoradores a praticarem todas as maldades no mundo porque o fim dos tempos está chegando...”

Este livro chegou a mim pelo correio, protegido quase que de forma blindada, dentro de uma caixa, um envelope, plástico bolha (o que me ofereceu algumas horas de diversão) e muita, muita fita adesiva. E ele veio autografado, e com uma homenagem, sendo assim meu primeiro livro autografado. (inveje-me Flah).

O ultimo livro que li de um autor brasileiro, foi o A Batalha do Apocalipse, que curiosamente, também fala da eterna batalha entre o bem e o mal, através de uma visão, digamos assim, católica.  Porém ao contrario de o A Batalha do Apocalipse, que é troca de socos entre anjos, a eterna luta entre o bem e o mal, em A Besta dos Mil Anos é algo que ocorre por detrás dos panos, com vários partidos, como a igreja, seitas satanistas, o governo, e pessoas “comuns”. E nunca sabemos qual é o lado do bem e o lado do mal.

A Besta dos Mil Anos é muito bem escrito, porém ele é escrito não focando o publico infanto-juvenil, e, sim, o publico adulto; então, ele não tem o menor problema em utilizar palavrões, violência, e sexo. O que é algo bom, pois a maioria dos livros atualmente está focando o publico mais jovem, por estes serem os maiores compradores do momento, e acaba esquecendo que os adultos (ou quase adultos) também leem. E não tem como um livro explicitar fielmente nossa realidade mantendo “papas na língua”. Ele fala mesmo, não tem medo de mostrar a face que ignoramos do Brasil. O Brasil do crime organizado, da corrupção, da impunidade, onde a ulra-violência se tornou algo comum e aceitável. (os que leram ou viram Laranja Mecânica entenderão).

A trama não se passa apenas no Brasil, ele se passa na França também. E, ao contrario do que Ilmar fez com o Brasil, ele acaba idolatrando excessivamente a França. Sinceramente, chega uma hora que você se cansa de ler sobre como a França é linda, maravilhosa, segura, romântica, o berço da cultura, mágica, única, entre outras qualidades. Okay, eu tenho um pouco de vergonha de ser brasileiro, mas não é por isso que eu vou ignorar que o Brasil tem defeitos, e qualidades também. Assim como qualquer outro país. A França não é perfeita que eu sei, pode parar com isso Ilmar.

Agora vou falar um pouco dos personagens. Assim como uma novela (e não, eu não vejo novela) a história roda em volta de vários núcleos. Tem o núcleo francês, tem o núcleo do tráfico, tem o núcleo par romântico, e tem o núcleo “empresário rico e ganancioso”. Porém, pelo fato de a história ficar quicando de personagem para personagem, você acaba não criando laços com nenhum deles, e eu gosto de ter esses laços. Gosto de sofrer junto com os personagens, gosto de sentir a alegria deles, e isso é algo que faltou em A Besta dos Mil Anos. Porém, todos os personagens são muito humanos, com defeitos e qualidades, alguns com mais defeitos, outros com menos, e o francesinho sendo quase perfeito. (to quase pegando birra da França por sua causa Ilmar) Mas para mim, o personagem principal da história, é a Tapeçaria, em especial a cena do Diabo Enjaulado por Mil Anos.

Mas o livro é bem legal, vale a pena ler. A trama é bem estilo Dan Brown, com várias reviravoltas, acontecimentos emocionantes, tudo isso girando em volta da Tapeçaria do Apocalipse, e seus mistérios.

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RESENHA DO BLOG APAIXONADA POR ROMANCES
Blog: Apaixonada por Romances - 19/06/2011

Resenha: Não sou crítica literária, mas aqui no blog tem espaço aberto para a divulgação de qualquer gênero literário.

Deus do céu! Eu demorei bastante na leitura deste livro, embora seja bem diferente do que me disponho a ler, mas sinceramente me impressionei muito a história.

Eu achei o livro forte, em cada página deparava-me com a verdade nua e crua do que o ser humano é capaz e foi extremamente chocante em meio a esse cenário turbulento que está presente, dominado pela corrupção, tráfico e assassinatos. O mistério e as intrigas que enredam toda a história são eletrizantes. Muitos dos envolvidos que não cumprem as regras tem um desfecho trágico.

O leitor pode acompanhar a trajetória da famosa tapeçaria, pois o autor faz uma ligação entre a França e Brasil.

É uma história interessante, que nos instiga a continuar a leitura. Me surpreendi, pois fui dominada pelo suspense, misticismo e aí a leitura engrenou não conseguindo mais parar de ler.

É uma realidade que estamos cansados de ver no dia-a-dia, como pessoas tipo o Leonardo um contador, que tem uma vida dupla; a jornalista Julia e o francês Aurélien, todos vão se envolver na busca dessa tapeçaria valiosa. É uma trama bem elaborada, com muitas reviravoltas. Achei o final surpreendente, um enredo criativo e aqueles que gostam de livros policiais que envolvem muito mistério vale a pena ler.

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RESENHA DO BLOG OLHOS DE RESSACA
Blog: Olhos de Ressaca - 19/06/2011

Sinopse:

O leitor encontrará um clima eletrizante de suspense e ação na recuperação da famosa cena, desaparecida desde o século XIII. A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolvendo religiosidade, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil Anos. Os personagens convivem com a maldição templária, o dinheiro fácil, a violência nas ruas, a escalada do sexo, a proliferação das drogas e a ganância corruptora. Conclamando seus adoradores a praticarem todas as maldades no mundo porque o fim dos tempos está chegando...

Comentários:

A besta dos mil anos é um livro adulto com um cenário de suspense.

O livro conta várias histórias juntas que acabam se unindo através de um fator comum. A tapeçaria antiga que retrata o apocalipse e que foi dividida em partes e acabou se perdendo pelo mundo, porém uma das partes mais importantes, a besta de sete cabeças que foi presa por mil anos esta sendo procurada e vai ligar as vidas de Ferdinand, Antoine, Leonardo, Julia e Aurélien.

Ferdinand é um curador que junto com o padre Antoine estão em uma busca intensa pela partes desaparecidas da famosa tapeçaria que representa o Apocalipse que foi dividida há muito tempo atrás, porém a parte mais procurada é a de número 75 que representa o Besta, o diabo, enjaulado por mil anos. Leonardo é um contador brasileiro com uma história conturbada e com desejos de vingança que vão levá-lo a caminhos perigosos, Julia jornalista brasileira com uma curiosidade e uma necessidade de ação que acabarão por ajudá-la em sua história e Aurélien, francês com uma vida calma que vai sofrer grandes mudanças. Todos esses personagens vão se interligar e se envolver pela busca dessa tapeçaria tão valiosa e acabarão sendo afetados por ela.

A história é muito bem amarrada e é cheia de suspense e ação e a narrativa em terceira pessoa intercala os pontos da história de modo que tudo leve para o assunto principal, a tapeçaria que por mais que seja um objeto “inanimado” é o que acaba regendo todos os personagens. Uma temática bem diferente que vai misturar suspense com uma leve pitada de sobrenatural.

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RESENHA DO BLOG PSYCHOBOOKS
Blog: Psychobooks - 06/05/2011

O livro de hoje é do escritor brasileiro Ilmar Penna Marinho, que com quatro livros lançados, estreia seu thriller policial onde os cenários são o Rio de Janeiro e a França.

Sinopse:Em 'A Besta dos Mil Anos', um padre e o curador do museu do Castelo decidem investigar o sumiço da cena 75 e descobrem que a mesma pode estar no Brasil, mais precisamente em uma favela do Rio de Janeiro. Em uma história que envolve maldição templária, dinheiro, violência, sexo, proliferação das drogas e ganância corruptora, alguns dos males que podem afligir a humanidade, o leitor vai se deparar com uma narrativa de suspense, religiosidade, ódio e amor, trazendo de volta 'A Besta dos Mil Anos', que não se cansa de profetizar - 'Criaturas, aproveitem bem, porque o Apocalipse já começou'.

Comentários:

O enredo gira em torno da Tapeçaria do Apocalipse, que mede no total 103 metros. Está exposta no Castelo de Angers (França), onde a mesma vem sendo restaurada ao longo dos anos, depois de ter sido cortada em vários quadros e espalhada pelo mundo. Grande parte das telas já foram encontradas e restauradas, mas a mais simbólica, A Besta dos Mil Anos (nº 75) ainda encontra-se desaparecida. O governo francês está disposto a tudo para trazê-la de volta e aprisionar o A Besta em sua Tapeçaria.

Aurélien, ex-militar e hoje bibliotecário em Paris, tem a missão de vir ao Brasil, mais precisamente na Rocinha - RJ, investigar a autenticidade do suposto quadro de nº 75. Nessa missão ele encontra não só o quadro, como também Julia, uma bela repórter, que foi criada em Mauá, seu pai é um francês que se encantou por uma brasileira e pelas nossas belas paisagens, resolvendo permanecer no Brasil e abrir uma pousada.

Leonardo é um homem com vida dupla. Um sujeito com aparência comum, veste-se sem chamar atenção. Depois da morte trágica de seu pai, ele traçou como meta da sua vida ficar rico e comprar a mansão em que passou sua infância. Ninguém desconfia das suas atividades criminosas, tudo começou aos poucos até que ele finalmente conseguiu cumprir sua meta. Mas tudo tem seu preço.

A narrativa é feita em terceira pessoa sob o ponto de vista de diversos personagens, com uma linguagem bem mais formal do que os livros para adolescentes já que esse é voltado para o público mais adulto. Intrigas, assassinatos, tráfico, corrupção, dinheiro, sedução e maldição estão presentes nesse enredo cheio de reviravoltas e surpresas.

Os personagens são muito bem desenvolvidos, tem a profundidade ideal para um livro onde várias pessoas são importantes na trama, o que tira o foco apenas da busca pela tapeçaria e deixa a narrativa mais interessante.

Todos reconheciam sua competência e a cabeça matemática. Daí o apelido de Cabeção - como era conhecido no submundo do crime. Fez amizade e prestou pequenos serviços a todos os integrantes da quadrilha. E, como para comprovar que as diferenças se atraem, seu maior amigo era o 'braço armado' do chefe, o temido exterminador Corredor, batizado com esse simpático apelido esportivo pelo hábito de entrar nas favelas correndo e atirando para matar.
Página 65.


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RESENHA DO BLOG UNIVERSO LITERÁRIO
Universo Literário - 04/05/2011

Nesta trama, acompanhamos a busca dos personagens por uma antiga tapeçaria que retrata as cenas do Apocalipse. Na verdade, a tapeçaria está quase que completa, exposta no Castelo de Angers, uma fortaleza militar construída por Blanche de Castille, na cidade de Angers, França.

Durante a Revolução Francesa, todos as relíquias sagradas foram destruídas e essa famosa tapeçaria foi retalhada e vendida aos pedaços. Anos depois, foram sendo encontradas uma a uma e reagrupadas no castelo para exposição. Porém, faltava-lhe uma cena: a cena 75, na qual a besta era aprisionada em uma jaula, fazendo alusão ao versículo 20 do capítulo 19 do livro do Apocalipse:

“Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre” (Ap. 19:20)

Justamente essa cena está desaparecida e o padre Antoine Duvert, com a ajuda do curador Ferdinand Rochemont de Sailly, empenham-se em encontrá-la, cada um por seus motivos: o padre, porque acha que quando a besta voltar para o seu lugar, o mundo estará salvo do pecado enquanto ela estiver presa no castelo; Ferdinand, porque a tapeçaria é de um valor incalculável.

Assim, ambos entram em contato com Aurélien, um policial que é sobrinho do padre Antoine Duvert, e pedem-lhe que vá até o Brasil, no encalço de uma pista sobre a cena da tapeçaria, que indicava que a peça havia sido vista na cidade do Rio de Janeiro.

No Brasil, temos Leonardo, casado com Ana, com quem tem um filho. Leonardo mantém um escritório de contabilidade num shopping, que serve de fachada para sua real profissão: ele é contador, sim, mas toma conta do dinheiro dos traficantes poderosos dos morros do Rio de Janeiro. Sem escrúpulos ou princípios, passa a repudiar sua esposa e a manter um caso amoroso com uma astróloga chamada Lisa, uma mulher que também tem seus segredos.

E então temos Júlia, uma repórter que está investigando a invasão dos morros e acaba por esbarrar com Aurélien na busca pena cena 75.

Todos esses personagens, de alguma forma, estão ligados à besta. No decorrer da história, vamos desvendando os mistérios aos poucos.

Fé, violência, crime, ganância e sexo são os fatos marcantes que compõem essa trama tecida num português impecável por Ilmar Penna Marinho Junior.

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RESENHA DE REGINA CÉLIA POLLI
Blog: Analise e Leituras
Blog: Livro no Chá das Cinco

“- Vou aguardar. Pode deixar que vou descobrir tudo que anda escondendo de mim – disse o padre, como se, por trás do sorriso irônico do curador, desconfiasse de algo demoníaco que o misterioso vazio na parede quisesse ocultar. O padre Antoine Duvert, de repente, silenciou e ficou com o semblante grave, aflito, de quem estava prestes a orar. Reconhecia como legítima e saudável a ambição do curador do castelo em recuperar pelo menos um dos setes quadros perdidos da sequência da Revelação Divina; em especial, a recuperação a qualquer preço da cena desconhecida do Diabo enjaulado por mil anos. Na verdade, temia que esse quadro desaparecido significasse que o dragão de sete cabeças estivesse solto no mundo. Onde estivesse, estaria semeando a discórdia, incentivando a aids, a pedofilia, o aborto, a clonagem humana, instigando a violência, a ganância e a corrupção. Tudo indicava que os homens teriam perdido a batalha do bem contra o mal. Essa foi a visão aterrorizante que sua mente teve, pairando sob as imensas torres circulares do Castelo de Angers.” O leitor encontrará um clima eletrizante de suspense e ação na recuperação da famosa cena, desaparecida desde o século XIII. A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolve religiosidade, mistérios, vingança, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil Anos. Os personagens convivem com a maldição templária, o dinheiro fácil, a violência nas ruas, a escalada do sexo, a proliferação das drogas e a ganância corruptora. Conclamando seus adoradores a praticarem todas as maldades no mundo porque o fim dos tempos está chegando… Gostei muito dessa história. Um suspense muito bem escrito e que prende a atenção do começo a fim. Aqui, os personagens são pessoas “reais”. Não existe aquela idealização tão comum aos romances de mistério. Eles não são somente bons ou maus, mocinhos ou vilões. Todos os personagens trazem em si o bem e o mal – exatamente como todos nós – e têm o poder de escolher seus caminhos e fazer sua história. E foi esse aspecto de seres por quem você torce, depois sente repulsa, depois raiva, depois pena, o que mais me atraiu no decorrer do livro. Fiquei intrigada, também, com a Tapeçaria do Apocalipse. Uma obra de arte medieval que retrata todo o Apocalipse de São João e que foi muito maltratada e mutilada e que, agora, o governo francês busca restaurar a antiga glória. Só que, no decorrer dos séculos, algumas cenas se perderam. Entre eles a figura do dragão de sete cabeças, que simboliza a Besta, e que foi aprisionada por mil anos. Além de ser uma perda grave para a linha de tempo da tapeçaria, há também todo o simbolismo cristão de o diabo estar solto no mundo e trazendo o mal para a humanidade. Assim, recuperar essa cena é tanto restaurar uma obra de arte quanto aprisionar o demônio que vaga pelo mundo trazendo a violência e o terror. Acontece que essa cena vem aparecer no Brasil, mais precisamente na favela da Rocinha. E sua presença realmente traz o mal, pois os franceses de uma ONG que estavam tratando da devolução da relíquia são torturados e mortos pelos traficantes que estão atrás do dinheiro e da peça. E é aqui que entram os personagens de Leonardo, Lisa, Aurélien (amei esse nome e personagem!) e Júlia e a luta pela posse da cena. Cada um deles têm seus motivos e agendas e lutam como podem para cumprir sua missão e seu destino. Adorei as reviravoltas na história! Não vou falar sobre cada personagem, pois é muito melhor cada leitor ir descobrindo aos poucos a personalidade e o papel que cada um vai desempenhar no decorrer da trama. E podem contar com muitas surpresas, pois Ilmar vai narrando como se estivesse tecendo e só vamos ver toda a “cena” ao chegar ao final! E é um final cheio de surpresas! Nem preciso dizer que gostei muito desse modo peculiar de narrar. Se vocês quiserem ver a tapeçaria, os Castelos na França e algumas outras curiosidades que aparecem no livro (adoro poder ver e sentir o cenário!) podem se dirigir ao site do livro: http://www.abestados1000anos.com.br/.

Garanto que vai ser uma viagem bem legal!
Postado por Regina em 23 de março de 2011.

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RESENHA DE SUZIE DE SHIZUOKA
Blog: Fada dos Livros

Sumie mora em Shizuoka no Japão. Logo após postar a sua Opinião sobre o meu livro no seu blog de leitura de livros com a nota máxima, aconteceram os terríveis terremotos e o tisumani no Japão.

Leiam o seu impressionante depoimento no blog: Fada dos Livros.

Minha Opinião: Um livro de suspense, mistério, ação em uma trama carregada de surpresas. O livro fala de um quadro que sumiu no século XIII, esse quadro faz parte da tapeçaria do apocalipse,que fica no Castelo de Angers, na França, ninguém sabe onde foi parar esse quadro, até que um dia recebem a informação que o quadro está no Brasil,então é enviado um policial da França para averiguar se essa informação é verdadeira, é desse momento em diante que começa todo o mistério e suspense envolvendo esse quadro. Boa parte da história se passa no Brasil,somos levados para o mundo do crime, da corrupção,da violência, do sexo, do dinheiro fácil e das drogas. Como na história envolve um quadro da cena do apocalipse, a religiosidade se faz presente nessa trama, mas não só ela, como uma seita do diabo e até uma astróloga com seus mapas astrais. Fiquei meio perdida no começo, pois começou falando da cena da Besta e nos capítulos seguintes foi introduzida outra história e somente alguns capítulos depois retornou na história da Besta, onde ela foi interligada com a história anterior e eu consegui me achar novamente na trama,mas esse detalhe não é algo que faça o leitor desistir da leitura da história. Além da história da Besta dos mil anos, o livro também traz, muitos fatos históricos importantes, que aconteceram no Brasil e no mundo. Esses fatos históricos são introduzidos no decorrer dos anos que está passando a história da Besta, fazendo a interligação desses períodos. Percebe-se nitidamente o minucioso trabalho que o autor teve para relatar com precisão esses acontecimentos históricos e introduzi-los na história do livro. A história como todo bom livro, também apresenta um romance, na medida certa. Gostei muito de o autor ter criado a história praticamente toda no Brasil, expondo todos os problemas de grande contraste social, de grandes diferenças econômicas, em que o país vive.Infelizmente é uma realidade triste,mas que precisa ser mostrada,para que cada um comece a fazer sua parte para melhorar. Para terminar um trecho do livro: "O dinheiro é a grande mentira do universo, a serviço de Satanás e seus adoradores. O diabo está livre dos mil anos de condenação e solto no mundo que ergue o dinheiro ao céu como um Deus."

NOTA MÁXIMA ................ Sumie

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RESENHA DE JULIANA ARMACHE
Blog: Leitoras Anônimas

A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi a capa (claro)! Em segundo lugar, a sinopse. Mesmo já conhecendo o livro um pouco pelas sinopses que eu li primeiro no site do autor (abestados1000anos), a sinopse da contra capa é diferente. É aquele tipo de sinopse que suga o leitor para dentro das páginas. Me encantei com o estilo da escrita e a narração do livro. Felizmente, não encontrei nenhum erro ao decorrer da leitura. O autor, que já morou na França, se inspirou em uma famosa tapeçaria bíblica encontrada no castelo de Angers (imagem ao lado) para criar a história. A história gira em torno da incansável busca pelo quadro 75, a única parte que falta para que tapeçaria do Apocalipse fique completa. Eu nunca havia ouvido falar sobre este castelo e sobre a antiga tapeçaria, por isso achei que fossem coisas fictícias. Fiquei surpresa ao saber que ambos realmente existem, e mais do que nunca fiquei curiosa para conhecer a França, a julgar pelas maravilhosas descrições que o autor faz. Não há apenas um protagonista. O foco da narrativa é dividido entre vários personagens que, no iníco, não possuem nada em comum, mas no final, a medida que os fatos vão se desenrolando, percebemos que todos atuam de alguma forma na história. O livro todo é como um quebra cabeça. As peças vão se encaixando a medida que viramos as páginas e descobrimos novos fatos que nos ajudam a compreender o sumiço do quadro número 75, que ilustra a desconhecida cena do Diabo enjaulado por mil anos. O leitor encontrará um clima eletrizante de suspense na recuperação da famosa cena, desaparecida desde o século XIII. A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolve religiosidade, mistérios, vinganças, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil Anos.Os personagens convivem com a maldição templária, o dinheiro fácil, a violência nas ruas, a escalada do sexo, a proliferação das drogas e a ganância corruptora. Conclamando seus adoradores a praticarem todas as maldades no mundo porque o fim dos tempos está chegando. Este livro realmente me surpreendeu, com toda a sua riqueza cultural e muita criatividade impressa nas páginas. Agradeço muito ao autor pelo carinho e pela atenção que nos deu.

Espero que tenham gostado da resenha.

Postado por Juliana no sábado, 5 de março de 2011 

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RESENHA DE RENATA KLIMAVICIUS
Blog: Mania de Ler

A BESTA DOS MIL ANOS Leonardo vive uma vida dupla. Enquanto para a família e alguns poucos amigos íntimos ele é apenas um contador de sucesso e um pai amoroso, no mundo do crime ele é conhecido como “Cabeção”. Uma figura conhecida por “cuidar” do dinheiro do trafico de drogas e armas, fazendo com ele multiplique a olhos vistos, e por ser uma pessoa completamente desprovida de sentimentos, capaz de ordenar a morte de todos os que se colocarem em seu caminho. Leonardo deseja dinheiro e poder. Lisa é uma conhecida astróloga do Rio de Janeiro. Seu conhecimento sobre essa pratica incentivam diversas pessoas, poderosas ou não, a buscarem conselhos nos mapas astrológicos que ela faz. Julia nasceu e cresceu em Visconde de Mauá, na Serra da Mantiqueira. Desde muito cedo soube que queria ser repórter, desvendando mistérios e divulgando informações. Para isso deixou a cidade natal e partiu rumo ao Rio de Janeiro, levando consigo seus sonhos aventureiros, sua inteligência, bondade e sexto sentido. Aurélien é um francês descendente de uma longa linhagem de militares. Apesar dos sonhos do pai, Aurélien foi obrigado a abandonar muito cedo a vida militar, devido a um raro problema de saúde. Hoje em dia trabalha como bibliotecário em Paris e passa as horas vagas treinando tiro ao alvo, sua arma preferida é a besta. Ferdinand é o curador do Castelo de Angers. Uma antiga fortaleza militar construída por uma guerreira, a regente Blanche de Castille. Hoje em dia abriga o Museu de Armas Medievais, com a mais completa coleção de bestas de guerra da França. Porém sua mais valiosa obra é a tapeçaria do Apocalipse. Uma obra monumental de valor incalculável. Padre Antoine, abade do Liceu Saint-Serge é amigo e colaborador do curador Ferdinand. A famosa tapeçaria do Apocalipse guarda diversos mistérios. O maior deles é o desaparecimento de 7 peças. Sendo a mais importante delas a cena que mostra a Besta aprisionada por mil anos. Será a busca por esse quadro o elo que unirá esses personagens tão diferentes.Cada um deles tem um motivo para querer recuperar o quadro perdido. Para cada um deles o quadro tem uma importância diferente. Desde fonte de poder infinito, renovação da fé e simplesmente beleza histórica. Intrigas, mentiras, romances e assassinatos estarão no caminho dos nossos personagens, enquanto eles buscam a cena da Besta. Ela será encontrada. Porém resta saber por quem e se ela se manterá realmente aprisionada por quem a encontrar.Escolha um personagem. Faça suas apostas e partam rumo a essa jornada. A Besta dos Mil Anos foi uma agradável surpresa. Confesso que esperava um livro no estilo Dan Brown, com uma busca alucinante pelo quadro, porém me deparei com um estilo diferente. Ilmar se preocupou não apenas com a busca pelo quadro, mas em explorar cada personagem e porque o quadro era importante para cada um deles. O final foi surpreendente. Quando tive certeza que tudo estava enfim resolvido, forças misteriosas mudam o rumo dos acontecimentos. Venham descobrir os mistérios que um aparentemente simples quadro pode revelar. Embarque nessa viagem com nossos personagens e descubra todos os segredos que Ilmar preparou para nos surpreender.

Eu já viajei, agora é sua vez.

Postado por Renata às 07:55 do dia 04/03/2011. 

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